terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

André Figueiredo se diz satisfeito com a volta de PC...

André Figueiredo descarta qualquer desavença com Evandro Leitão(Foto: IGOR DE MELO)

Economista, advogado, político, empresário. André Peixoto Figueiredo Lima é muitos em um só. Mas entre as várias atividades, a de conselheiro do Ceará talvez o tenha exposto mais que todas as outras. Ano passado, foi ele o braço direito do presidente Evandro Leitão na campanha que levou o time de volta à Série A depois de 16 anos. Agora, ele conversa com O POVO, na seção Jogo Aberto, e fala sobre a volta do técnico PC Gusmão e dos bastidores do Ceará para 2010.

O POVO - Qual a sua participação na volta de PC Gusmão?
André Figueiredo - Sempre defendi o nome do PC. Mas o meu papel nesse retorno foi simplesmente como conselheiro do clube. O que houve foi um consenso entre diretoria e conselho deliberativo.

OP - A sua vontade prevaleceu sobre a do presidente Evandro Leitão?
André - A minha vontade não prevaleceu. O Evandro é o presidente do Ceará e eu sou apenas um conselheiro. Houve foi um consenso.

OP - A saída do PC, em dezembro, gerou mal-estar?
André - Eu estava em Brasília, como ministro interino do Trabalho e Emprego, quando aconteceu no Ceará uma reunião em que foi definida a saída do PC. Quando soube dessa decisão, aceitei, mas obviamente discordei. O que houve foi uma divergência de opinião.

OP - No começo do ano você se afastou do Ceará. Por quê?
André - Não me afastei em momento algum. Tirei dez dias de férias para viajar com as minhas filhas e também estive como ministro do Trabalho, o que me fez ficar mais tempo em Brasília. Tudo isso coincidiu com a mudança de técnico e com a minha divergência em relação ao PC. E aí ligaram uma coisa a outra.

OP - Você foi rotulado de ``mecenas``. Mas até que ponto você financia o clube?
André - O Ceará, sob a liderança do Evandro, tem hoje uma gestão extremamente responsável, do tipo pé no chão, trabalhando sempre pela auto-sustentabilidade, com campanhas e promoções. Esse título de mecenas criado pela imprensa inclusive me incomoda, pois não patrocino o clube.

OP - Com a volta do PC, tudo está de volta ao seu lugar no Ceará?
André - Sempre acreditei no trabalho do PC, por isso defendi o seu nome. Agora, que ele está de volta e conhece bem o grupo, nós esperamos que o Ceará reencontre o caminho das vitórias.

OP - Politicamente, a subida do Ceará pode ser benéfica para você?
André - Isso é uma faca de dois gumes. Prefiro que as pessoas lembrem do meu nome pela minha trajetória no ministério do Trabalho, como deputado federal ou mesmo como secretário do Esporte e Juventude do Estado. Prefiro que acreditem no meu projeto, e não simplesmente lembrem de mim porque torço pelo Ceará e apoio o clube.

OP - Como você vê a frase ``o Ceará precisa de força politica``, como alguns dizem?
André - Qualquer grande clube precisa ter força em todas as instâncias.

OP - Existe algum sonho de, um dia, o André Figueiredo ser presidente do Ceará?
André - No dia em que eu não estiver mais na política, quero sim ser presidente do Ceará. Esse é um sonho que tenho desde criança.

OP - Vocês estão de fato negociando para a volta de Geraldo e Lopes?
André - Nós achamos o Geraldo um bom nome, e podemos até estudá-lo para a Série A, não necessariamente para que seja titular. Já o Lopes temos grande respeito por ele, mas acabamos de contratar o Diego.

Um comentário:

ROBERTO LIMA disse...

O André quer os votos da torcida, por isso trouxe uma comissão técnica tão "cara".