segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MP do Paraná pede punições para vandalos...

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e o Ministério Público do Estado do Paraná (MPE) exigiram nesta segunda-feira punições exemplares para os envolvidos nos atos de violência após a partida de domingo, quando o Coritiba empatou com o Fluminense, por 1 a 1, e foi rebaixado para a Série B do Brasileiro. O MPE recomendou ainda a interdição do Estádio Couto Pereira até que sejam sanados os problemas que permitiram a invasão do gramado, o que já foi feito preliminarmente, e vai propor ao Tribunal de Justiça um Juizado Especial Criminal de plantão nos dias de jogos.
No confronto após o jogo de domingo, pelo menos 18 pessoas ficaram feridas. Dessas, sete eram policiais militares, sendo que três deles continuavam internados nesta segunda-feira, todos sem gravidade. Entre os civis, sete permanecem hospitalizados. No Hospital Cajuru, um rapaz que levou um tiro com bala de borracha na clavícula estava em estado considerado grave, enquanto outros três permaneciam em observação. Dos dois internados no Hospital Evangélico, um estava em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva com um trauma craniano, enquanto outra mulher recuperava-se de queimaduras nas mãos.

Ainda no domingo, a polícia abriu termos circunstanciados contra 11 pessoas, que já foram liberadas. Na manhã desta segunda-feira, a polícia também autuou por tentativa de homicídio Gilson da Silva, de 20 anos, identificado como um dos agressores do policial Luiz Roberto Gomide, que foi carregado desmaiado pelo gramado do Estádio Couto Pereira. Ele foi preso quando estava em uma academia de artes marciais. Os policiais ainda ouviram o presidente da torcida organizada Império Alviverde, Luiz Fernando Correa, acusado de incitação à violência. Ele pode ser indiciado.

O procurador-geral de Justiça lamentou não ter sido comunicado anteriormente sobre as informações que a polícia tinha de que poderiam ocorrer distúrbios no jogo de domingo. Segundo Olympio de Sá Sotto Maior Neto, haverá uma investigação sobre o comportamento das forças policiais e do próprio Coritiba. Para ele, a extinção de torcidas organizadas é uma questão a ser analisada com mais profundidade.

O MPE sugere, inicialmente, o cadastramento de todos os que participam dessas agremiações, por meio de um termo de ajustamento de conduta. Questionado sobre essa questão, o governador do Paraná destacou que o pior é quando as torcidas tornam-se "desorganizadas".

Foi uma violência sem igual:

Veja cenas da confusão

O trio de arbitragem, formado pelos gaúchos Leandro Vuaden e Paulo Ricardo Conceição, e pelo mineiro Márcio Eustáquio Santiago, foi o primeiro alvo da ira alviverde. Alguns torcedores invadiram o gramado e partiram para cima dos apitantes, que trocaram socos para se defender. O policiamento foi chamado para escoltar, enquanto árbitros e jogadores corriam para o vestiário.



A primeira invasão incendiou a revolta, e mais torcedores pularam para o gramado. Bancos e cadeiras foram arrancadas e atiradas nos policiais - um deles desmaiou, foi carregado pelos companheiros e precisou de atendimento. Nas mãos dos torcedores, tripés de câmeras de televisão e barras viraram armas, que foram atiradas.


Torcedores do Coritiba sofreram com as consequências da confusão generalizada

Um dos seguranças do Fluminense também apanhou, ao ser cercado por vários alviverdes. A tropa de choque, então, entrou no gramado e, com balas de borrachas, dispersou a multidão. Placas de publicidade foram atiradas contra a torcida do Fluminense, que no primeiro tempo já havia entrado em confronto com a Polícia Militar.

Alguns dos jogadores, como Carlinhos Paraíba, também foram agredidos pela torcida alviverde. A revolta tomou conta de parte dos cerca de 35 mil presentes no Couto Pereira por conta do rebaixamento, confirmado no ano do centenário do clube.


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